segunda-feira, 27 de julho de 2009

NEWS ESPETACULAR(TEXUCO E PITOMBA)










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O texugo-europeu ou texugo-euroasiático (Meles meles) é um mamífero mustelídeo indígena da maior parte da Europa e de muitas áreas da Ásia. É a única espécie classificada no género Meles. As subspécies comumente aceites são: Meles meles meles (Europa Ocidental), Meles meles marianensis (Espanha e Portugal), Meles meles leptorynchus (Rússia), Meles meles leucurus (China e Tibete) e Meles meles anaguma (Japão).

A sua pelagem de cores contrastantes - onde se misturam o preto e o branco, acinzentada no dorso e preta no ventre - confere-lhe uma originalidade que o torna difícil de confundir-se com qualquer outro mamífero da fauna portuguesa. O corpo é robusto e um pouco alongado, com a cabeça pequena de orelhas pouco evidentes e focinho pontiagudo. A cabeça é branca com duas listas pretas que se alargam longitudinalmente da zona dos olhos para as orelhas, cumeadas de branco. Nas patas anteriores são visíveis garras potentes que utiliza essencialmente na escavação das tocas. Tem um comprimento máximo de 80 cm e um peso médio de 8 kg entre Março e Maio e de 12 kg entre Setembro e Fevereiro. Vive em tocas forradas como se de um ninho se tratasse. Estas são formadas por diversos túneis e câmaras com ninhos, e contam com muitas entradas.

É um animal de hábitos essencialmente nocturnos, iniciando a sua actividade apenas após o pôr do Sol. Sendo bastante comum em Portugal, é raramente avistado por ter hábitos nocturnos. É omnívoro e oportunista, alimentando-se de pequenos mamíferos roedores, insectos e invertebrados (sobretudo minhocas e caracóis). Os frutos, raízes e bolbos também fazem parte da sua diversificada dieta alimentar. Vive em grupos com uma média de cinco a seis indivíduos, mas caça sozinho.

A época do cio ocorre na Primavera e os nascimentos verificam-se no Verão, tendo a gestação uma duração aproximada de dois meses. As ninhadas — apenas uma por ano — são geralmente compostas por 3 a 6 indivíduos. Os casais reprodutores mantêm-se juntos todo o ano. Vive um máximo de 14 anos, sendo por vezes vítima de atropelamento.

Pitomba é uma frutinha que é a cara do Nordeste. Encontrada desde os estados do Norte, é nas bandas nordestinas que ela é mais comum. As Pitombeiras dão frutos de janeiro à abril, mas por essas bandas daqui da Paraíba, elas estão carregadinhas ainda nesse mês de maio. A Pitomba é dessas frutas diferentes, da mesma família da jabuticaba, com a aparência da lichia, mas não chega a ser tão suculenta. Desde a primeira vez que provei, fiquei com a impressão de estar chupando uma bala com caroço. Engraçado, mas foi o que pensei, pois você pode comer cachos e cachos que seu estômago continua pequeno, se é que dá pra me entender. Você quebra a casquinha levemente dura com os dentes, e tira de dentro uma grande semente envolta por uma carne esbranquiçada. Essa carne você chupa até desaparecer. Com muita vitamina C, no começo é bem doce e no final mais ácida, sobrando apenas o grande caroço. A Pitomba não serve para fazer doces, mas tem outras utilidades. A bioquímica Maria Ligia Macedo extraiu uma proteína da pitomba, a lectina, que promete ser eficaz contra pragas de fungos e carunchos em plantações de cana-de-açúcar e café e em grãos de feijão e soja estocados. E aquele baita caroção, segundo a medicina natural, serve para tratar diarréias graves. Não esquecendo que essa árvore linda te proporciona uma sombra fresca e agradável para os dias de calor.

Está aí a pitomba, uma agradável distração nordestina para o seu paladar.